O presidente do Vitória, Fábio Mota, confirmou em entrevista à Rádio Sociedade que o clube deixará a Libra a partir de 2029 para migrar para a Liga Forte União (LFU). Segundo o dirigente, a decisão é estratégica e tem como base os contratos mais amplos e rentáveis oferecidos pela concorrente.
“A partir de 2029, o Vitória sai da Libra. A proposta é de um fundo de investimento, não tem nada de bet. O contrato da LFU é muito melhor, porque conseguiu acordos com mais televisões, como Prime Video, Record e Globo. Lá a receita é 35% maior do que a da Libra. É simples: quando vencer, vamos mudar para onde for melhor para o Vitória”, declarou Mota.
Criada em 2022, a LFU reúne atualmente 32 clubes, sendo 11 da Série A. O modelo se consolidou ao firmar contratos de aproximadamente R$ 1,7 bilhão por temporada para o ciclo 2025–2029. A distribuição dos direitos será pulverizada: Globo e Record transmitem jogos em TV aberta, o Sportv exibe partidas na TV fechada, a Amazon Prime Video transmite no streaming (com direito a um jogo exclusivo por rodada) e o YouTube, por meio do canal CazéTV, oferece jogos gratuitos.
A divisão de receitas também segue critérios específicos. Do total arrecadado, 61% é destinado à Série A, 15% à Série B, 14% à LiveMode (responsável pela gestão) e entre 10% e 17% aos investidores, liderados pela Life Capital Partners (LCP) e pela XP Investimentos. Dentro da elite, 45% da verba é distribuída de forma igualitária, 30% pelo desempenho esportivo e 25% pela audiência.
Já a Libra, também fundada em 2022 e liderada por Flamengo, Palmeiras, Corinthians e São Paulo, optou por um contrato exclusivo com a Globo, no valor aproximado de R$ 1,17 bilhão por temporada. A distribuição concentra 80% da receita na Série A, 10% na Série B e outros 10% em antecipações uniformes para os clubes. Entre os times da primeira divisão, os critérios são: 40% de forma igualitária, 30% por performance e 30% pela audiência.
Na prática, a LFU gera um bolo maior e apresenta critérios mais equilibrados de divisão, enquanto a Libra mantém a centralização na Globo e um desconto padronizado de 10%. Para o Vitória, a mudança significará a entrada em um sistema considerado mais justo e rentável, ainda que com um detalhe: 15% da cota rubro-negra ficará destinada ao investidor — percentual superior ao praticado no atual modelo da Libra.
Foto: Felipe Anjos
Fonte: Galáticos
